AS EXPERIÊNCIAS DA VIDA

Um Mendigo: Nossa Mente Julga e Nos Engana - Uma História Real

Estava lendo um artigo sobre “pensar” sobre essa vida e ver quantos exemplos nos rementem a ver a pobreza de espírito da maioria dos seres, e isso nem é por culpa total deles, pois assim foram “educados” para não serem pensadores e sim espectadores. São os dorminhocos da vida, desperdiçando a oportunidade que estão tendo nessa vida.

Mas a leitura me levou a pensar nos dois lados dessa vida, um que nos remete a ver a negatividade reinante nesse planeta, e no outro uma beleza, as vezes até escondida das pessoas não buscadoras.

Vou aqui descrever um fato ocorrido na minha adolescência. Eu tinha por volta de 14 anos. Minha família não vivia em berço esplendido e eu compreendia e vivia dentro do que podia.

Eu ia ao colégio pela manhã de condução e voltava a pé para economizar o dinheiro da passagem e com ele poder comprar alguma guloseima, pois não podíamos gastar em coisas que não fossem de necessidade para a sobrevivência. Mas eu pensava que uma guloseima era necessária para a sobrevivência da minha alegria de vida adolescente.

Numa dessas caminhadas de volta para casa, de aproximadamente 2 quilômetros, eu não tinha comprado a guloseima, e no meio do caminho passei por um “mendigo” que me estendeu a mão, solicitando uma esmola. Ele era um homem negro, aparentemente limpo, sem barba por fazer, e vestido com roupas velhas, mas ainda em bom estado. Estava sentado na calçada, encostado na parede de um prédio.

Na hora me lembrei que ainda tinha o dinheiro da passagem, da minha guloseima, mas vi que ele precisava mais do que eu. Parei, tirei o dinheiro do bolso e lhe dei. Não sei o motivo, pois não me lembro mais, acabei conversando um tempinho com ele, e senti que não era um homem comum, ele tinha vasto conhecimento, principalmente de história e filosofia.

Fiquei tão admirado pelo que ele “sabia”, que passei a voltar sempre pelo mesmo caminho para encontrar ele. Eu sentava ao seu lado e eu ouvia mais do que falava. O interessante é que jamais o questionei sobre a causa de sua “mendicância”. Estávamos já tão amigos que chegou ao ponto dele um dia recusar o meu dinheiro, dizendo que naquele dia eu teria que comprar a minha guloseima.

Esses encontros duraram quase um mês, pois um dia, ao passar pelo local ele não estava lá. Passaram-se os dias e ele jamais apareceu, e eu fiquei sem saber o seu destino.

Mas o que aprendi com isso?

Que jamais devemos julgar as pessoas por suas aparências e condições! Atrás de um dito mendigo, havia um homem sábio e com bons conhecimentos, o que a grande maioria do povo não possui! Também que fatos e acontecimentos bons também são passageiros. Digo “também” porque essa vida é uma passagem pequena dentro de nossa eternidade. Portanto TUDO na vida é passageiro, tudo passará, tanto as boas quanto as más experiências, mas sempre fica uma lição, pois nada é por acaso.

Fiquem na paz, na luz e no amor.

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